03/10/2009

Prólogo - A caminho de Concordia

No início da primavera, junta-se um grupo de aventureiros na distante vila de Shemi, em torno de uma escolta a uma caravana que iria partir para leste, rumo a Punjar.
Este grupo tinha como objectivo a chegar à cidadela de Concordia e o trabalho oferecido encaixava muito bem nos seus planos uma vez que se separariam da caravana quando esta virasse para sul, perto da aldeia de Aldis. Daí até à cidadela seriem apenas mais dois dias na Grande Estrada Imperial.

A viagem decorre sem problemas e em certa medida aborrecida, vagueando por vales e orlas florestais mas em menos de duas semanas estavam em Aldis, a apenas dois dias de Concordia!

Ficam assim cinco vultos a olhar a caravana enquanto esta se afasta rumo à costa, mais para sul; Ark-Sen Lopan um humano rogue, Lila uma halfling fighter, Scharlachrot Blaue Auge um Minotauro bardo, Shiro um humano Warlord e um misterioso goblin druída.

Ash-Kalon – O Antigo Império


Outrora a pátria de inúmeros reinos, o império de Ash-Kalon foi o berço da civilização conhecida. Conta-se que era possível viajar entre quaisquer cidades do império sem sair dos limites da Grande Estrada Imperial, mas anos de morte e destruição extinguiram por completo a luz desta era iluminada.

Ninguém sabe ao certo o motivo que levou à queda da era dourada de Ash-Kalon. Não existe nada de concreto pois não há memórias nem registos precisos sobre a sua queda. O que se sabe é que reinos inteiros foram obliterados numa questão de anos, tudo o resto é especulação; invasões bárbaras que pilharam e destruíram a civilização, um cataclismo de proporções divinas arrasou o império com dilúvios, sismos, furacões, tufões, maremotos e chuvas de fogo, pedra e cinza, intrigas provocadas por demónios, pelos Executores, por esta ou aquela raça, religião ou instituição levaram, a uma guerra civil sem precedentes, de resultados catastróficos.

Seja qual tenha sido a razão, ou razões, Ash-Kalon sucumbiu e apenas restaram ruínas, como as ossadas de um grande homem que tombou perante um destino desconhecido. Os sobreviventes começaram a reunir-se e a reconstruir, retomando por vezes as tradições do passado, ou tomando novos rumos, rompendo com a tradição, na esperança de um destino melhor.

Passados duzentos anos desde o fim do mundo antigo, a natureza reclamou totalmente, ou parcialmente, as ruínas do império, fracturou a Grande Estrada Imperial, mas pontos de civilização surgiram e uma nova esperança parece renascer nos espíritos de quem ousou sobreviver. Estes pontos de luz estão vigilantes, observando o horizonte que os rodeia.

Este mundo necessita de aventureiros, exploradores que recuperam as riquezas escondidas nas ruínas, defensores dos pontos de luz das constantes ameaças do desconhecido que os rodeia ou simplesmente quem pretenda aproveitar ao máximo a vida antes da sua fagulha vital finalmente se extinguir.